E então a gente sabe...
sabe que as mãos não suam mais, que o coração não palpita, que os olhos não brilham, que o desejo é transformado em aversão, que a ansiedade não domina, que o interesse é puramente uma consideração, quando a gente sorri apenas por ver outra pessoa que não essa. É quando tem-se a verdadeira certeza de que nenhum dos sentimentos que antes prevaleciam virão a tona novamente.
Que linda é a liberdade de ter escolhas!De não se importar com a opinião alheia, de dar tempo ao tempo para você se afirmar em algo quando estiver pronto e não quando os outros dizem. Pra que contrariar algo dentro da gente, pra depois cair na mesma?Fiz tanto isso. Hoje sei que é muito melhor assumir que não dá ainda e seguir, independente de tudo, alegre com todos,e triste sozinha. Porque a escolha é sua, e a dor de cotovelo também.Então a vitória também será, assim como os méritos pela tentativa.
Sorrio agora pelo coração aberto, pela mente com os ensinamentos tidos e pelo livre arbitrio. As possibilidades pelo caminho se estendem a frente e eu apenas passeio, deliciando-me dessa vontade plena e única de estar ali, ainda que por pouco tempo até que encontre uma nova aventura em vista, ou por muito tempo até que a vontade avulsa seja fugitiva...e fim.
'E eu sorri...pra uma nova possibilidade, que um dia será, ou não.' =)
Por Tábatha.
Das palavras soltas que vêm à cabeça com o cotidiano, até os textos prontos de escritores interessantes.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Encanto.

Como se feito sob medida... que eu um dia deixei de notar. É frio e calor, ar e sufoco, riso e seriedade, ausência e presença, calma e inconstância. Tudo o que a vida levou e trouxe de volta no momento exato, mais que oportuno. Impossível dizer se a hora propícia tornou-o adequado, mas é sensato afirmar que não importa, desde que veio, e ainda que parta.
Se é sonho, delírio, alguém dirá. Mas existe. Presente de uma forma sutil que tornou-se indispensável, mais que notável, e bastante sentida. Merecedor de comparação tal que a realidade deu um soco nas idéias ilógicas que tive do que seria um alguém especial. Tão desafiador e tão fácil. Perco-me em lembranças de apenas alguns dias e já sei que estou em apuros. Bastou viver isso, apesar de quase nada, mas a felicidade de ter mais não me escapa da ilusão e espera do que seria tudo.
Por Tábatha.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Veríssimo

"Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Ricardo, um André ou um Alexandre na vida?
Tudo bem, pode ser uma Juliana, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline...
Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa!
Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!
A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce, a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e ai? O que isso te acrescenta? Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida??? Se o tal "amor" é impontual e imprevisível que se dane! Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é... "Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer." Mentira!
Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido... Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona... Mas é a realidade.
Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo. Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor. Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto...
Não lembro se foi o "Wando" ou se foi o "Reginaldo Rossi" que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo "Amor I love you" e que se o Caetano não tivesse dito "Tô me sentindo muito sozinho.." eles não venderiam mais nenhum disco.
Não adianta, o publico gosta e vibra com o "brega".
Não adianta tapar o sol com a peneira. Por mais que você não admita: você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em "Titanic" e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em "Uma Linda Mulher"; existe pelo menos uma música sertaneja ou um "pagodinho" que te deixe com dor de cotovelo; quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja; você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pela qual você está apaixonado no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel; você já se viu cantando o mantra "Toca telefone toca" em alguma das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja; você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco; você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal "E foram felizes para sempre"
Bem , preciso continuar?
Ok, acho que não... Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o quanto esta perdendo...."O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance"
"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos."
Luis Fernando Verissimo
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
NORMOSE

(a doença de ser normal)
"Todo mundo quer se encaixar num padrão.
Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema. Quem não se "normaliza", quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento que "exercem" tanto poder sobre nossas vidas?
Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
A normose não é brincadeira.
Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer a quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Então, como aliviar os sintomas desta doença?
Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.
Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.
Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.
Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes."
(Michel Schimidt Psicoterapeuta)
“E aqueles que foram vistos dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música"
( Friedrich Nietzsche)
Assinar:
Postagens (Atom)