
A gente sempre acha que tem um plano.
Planeja a semana, o fim de semana, o feriado, as férias, a rotina, a vida... a gente só não planeja o que sentir. A gente acha que ta tudo sob controle e no fim das contas não ta nada.
Planeja-se conquistar, perdoar, se interessar, adorar, jogar... mas a gente não planeja se envolver rápido, gostar demais... o plano é sempre ser capaz de ir embora a qualquer momento ou de jamais deixar o escudo cair antes do tempo, como sempre faz.
O plano as vezes funciona...mas isso quando realmente predestinado a jamais falhar com certas pessoas...já quando ele não tem sucesso, não há novos planejamentos que contornem o estrago já feito.
No momento que ele falha, metade do plano já deu certo, você jogou, conquistou, se divertiu...e na segunda parte você se perdeu. Esqueceu de não se apaixonar, de não se machucar, de não colocar seus sentimentos na bandeja pra alguém que você sequer acha que saberá se servir da maneira correta.
“E o que fazer quando isso acontece?”
Bom, sem querer ser prática demais ou clichê... “o que já deveria ter feito antes: sair correndo”. Essa é a parte em que eu chamo de solução extrema. É quando você vê que até se excedeu na primeira parte, fez demais, a mais... e não teve via de mão dupla, foi única, e continuará sendo.
Sem se mostrar mal agradecida, dirá que sabendo que não existe perfeição, e ainda que o ser humano esteja próximo disso, falta-lhe o principal, atitude. Então se cabe a quem planejou e se fudeu tomar alguma, será a de parar de fazer planos com essa pessoa, e pensar só em uma ação: esquecer.
Por Tábatha.
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