quarta-feira, 20 de outubro de 2010

À VOCÊS



Belinha, Cassinha, Deh, Gabi, Malu, Palloma, Renatinha, Savynha, Yaya.

Olha o que a vida apronta com a gente... um bando de garotas que no ensino médio decide montar um grupo denominado "Hermanas", compartilham momentos emocionantes, tristes, solidários, enfim... horas inesquecíveis, únicas..que digo com convicção que ficou no coração e memória de cada uma. Bom, falando assim no passado parecem ter terminado, mas não, elas continuam, e vão se fixando no pensamento da mesma maneira...algumas horas com mais ou menos intensidade, mas sei que ficam.
Passamos por separações por parte de algumas 'integrantes', mas no fim das contas sei que o que tá junto até hoje é o que ficou de verdadeiro desse conjunto todo e espero que esteja pra sempre.
Acostumadas a proximidade, mesmo que apenas de escolas, de bairros, hoje a distância é maior...e o tempo brinca com a gente. Cada uma em uma cidade, em um curso, em um novo grupo de amigos ou namorado... todas com uma vida nova, as vezes até estranha à outras, mas ainda assim com a certeza de estarmos unidas no sentimento de amizade e amor que reina a cada encontro.
A maior segurança que tenho é saber que tenho com quem contar, independente do tempo que ficamos sem nos falar,é essa liberdade de ir e vir e ainda assim, vê-las lá, com o sorriso intacto e a compreensão sem falhas, aceitando as mudanças de cada uma, sem deixar de lembrar que o sentimento nao muda.
Agradeço a cada momento por existirem, com suas qualidades, defeitos, manias...mas que as tornam especiais e insubstituíveis pra mim!

Por Tábatha.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Planos e perdas


A gente sempre acha que tem um plano.
Planeja a semana, o fim de semana, o feriado, as férias, a rotina, a vida... a gente só não planeja o que sentir. A gente acha que ta tudo sob controle e no fim das contas não ta nada.
Planeja-se conquistar, perdoar, se interessar, adorar, jogar... mas a gente não planeja se envolver rápido, gostar demais... o plano é sempre ser capaz de ir embora a qualquer momento ou de jamais deixar o escudo cair antes do tempo, como sempre faz.
O plano as vezes funciona...mas isso quando realmente predestinado a jamais falhar com certas pessoas...já quando ele não tem sucesso, não há novos planejamentos que contornem o estrago já feito.
No momento que ele falha, metade do plano já deu certo, você jogou, conquistou, se divertiu...e na segunda parte você se perdeu. Esqueceu de não se apaixonar, de não se machucar, de não colocar seus sentimentos na bandeja pra alguém que você sequer acha que saberá se servir da maneira correta.
“E o que fazer quando isso acontece?”
Bom, sem querer ser prática demais ou clichê... “o que já deveria ter feito antes: sair correndo”. Essa é a parte em que eu chamo de solução extrema. É quando você vê que até se excedeu na primeira parte, fez demais, a mais... e não teve via de mão dupla, foi única, e continuará sendo.
Sem se mostrar mal agradecida, dirá que sabendo que não existe perfeição, e ainda que o ser humano esteja próximo disso, falta-lhe o principal, atitude. Então se cabe a quem planejou e se fudeu tomar alguma, será a de parar de fazer planos com essa pessoa, e pensar só em uma ação: esquecer.

Por Tábatha.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A complicação humana

É, o ser humano é mesmo muito complicado...
Bom, sabendo do meu talento pra área de humanas, sempre quis ser jornalista. Gostava de escrever, observar, ouvir...e aí também veio a dúvida da carreira de psicologia, sobre a minha forte tendência a gostar também dessa área.
Daí descobri a tempo que no fundo o que eu queria mesmo é conhecer mais as pessoas, e sendo uma boa psicóloga saberia entendê-las, mas como uma boa jornalista poderia observá-las e tentar comparar e classificar cada comportamento. O jornalismo venceu.
Ainda nem graduada já chego a conclusão de que sim, a complexidade é inimaginável e teria que estudar cada ser para chegar a um parecer "geral" visto a diferença, por menor que seja, entre cada um. Esta não é minha tarefa, nem emprego, mas nas poucas horas "vagas" é bom pensar sobre isso.
Ao me usar como exemplo vejo que não é fácil. Comparo a menina de antes, a adolescente de uns tempos e a mulher de hoje. Enxergo minhas atitudes, sentimentos e como hoje atribuo certo nível de importância (ou 'desimportância') a certos assuntos.
É nessas horas que a gente nunca sabe se tá melhor ou pior, porque sempre depende dos aspectos que se compara. Compara-se o bom humor, a inteligência, a maturidade, a experiência...mas principalmente se você se tornou menos sentimental e mais forte, menos preocupada com opiniões alheias e mais decidida, menos mártir e mais responsável pelas próprias ações.
E é vendo no que me torno todos os dias, já que estamos em constante mudança, que acho interessante essa "metamorfose", e também as vezes desisto de entender...
Mas ainda que não entendendo, compreendo, e torço para que os outros façam o mesmo!

Por Tábatha.