sábado, 29 de maio de 2010

Medos.


E ela tem tantos medos.Quando foi mesmo que o medo do escuro e de ficar sozinha em casa tornaram-se insignificantes?
Medo da perda...perda de um amigo que pode se distanciar,de uma paixão que descobriu que ela consegue sofrer ou de alguém da família que pode partir sem perceber que junto partem muitas das motivações dela.
Medo pelo medo dos outros...que é quando poucas vezes na vida ela sente que não consegue dissipar a angústia de uma pessoa querida porque passa a pertencer a ela também.
Medo do status que diz respeito ao relacionamento...estar solteira e sentir medo de não encontrar quem a mereça ou de se comprometer e descobrir que é só mais uma em um relacionamento que depois de algum tempo terá alguma traição ou um fim memorável até demais.
Medo de não conseguir se conter...falar algo que magoa mas que se contido explode no peito como algo que queima se não for expulso ou de agir por impulsividade e depois vivenciar as consequências.
Medo do acaso...aquele que a coloca em situações únicas e desconcertantes, servindo apenas para confundir pensamentos já trabalhados.
Medo...estado de alerta...limitação...timidez...ansiedade...ela faz desse sentimento vários outros.
E enquanto os nomeia...o medo do sinônimo que o estado atual receberá a apavora!

Por Tábatha.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

À minha MÃE.

Sendo uma das características principais das pinturas de Da Vinci a utilização de figuras humanas perfeitas e com expressões de sentimento, detalhismo artístico, pediríamos que pintasse o seu rosto, que mais do que qualquer perfeição de mulher, é espelho da sua alma, por meio do qual você não consegue esconder nada, alegria, frustração, medo, amor, preocupação...

Ao olhar para a sua determinação e força de vontade, e notar cada vez mais como isso só te torna cada vez mais vital, temos que concordar com a frase do filósofo Sócrates, que diz que: “A ociosidade é que envelhece, não o trabalho”.

Discordamos do significado do Wikipédia para a palavra Mãe, de que ‘é o ser do sexo feminino que gera uma vida’, não, não é só isso... e só quem é sabe descrever...mas nos atrevemos a tentar simplificar que Mãe é tudo, é amiga, é amor, é paciência, é equilíbrio, é eternidade, é família, é pressentimento, é cuidado, é doação, é exemplo!

Impossível que a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) consiga um coração mais recheado de amor e compaixão como o seu, caso existisse forma de medir o grau de sentimento do órgão.

Propagandas de roupas... tão tolas essas revistas Nova, Marie Claire, que exibem modelos com cara de morte e fome, eu preferiria você e os seus vestidos coloridos ou listrados, cujo sorriso do seu rosto, quando feliz, ilumina não só você, mas transmite leveza e luz, que saem dos seus olhinhos brilhantes, para qualquer foto tirada no exato momento.

A distância ajuda a sentir coisas que não se sente no aconchego do dia a dia e companhia, daí a escritora Martha Medeiros diz bem qual sentimento dói mais com a separação pelos Km, “Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade...”.
Aliás, já que o Lula anuncia tantas futuras obras, porque não resolve encurtar a estrada entre Mariana e Sete Lagoas para o bem de todos? =p

Governar uma casa, uma família, um cotidiano... quem é a Rainha Elizabeth da Inglaterra de 1558 para merecer mais o trono do que você merecer o título de mulher maravilhosa e mãe.

Tantos elogios não querem imitar o sensacionalismo praticado pela Veja, que é o exagero, apelo forte às emoções, não, não, só dissemos nada mais do que a verdade, e ainda faltando muito mais qualidades a serem atribuídas a você como mulher, mãe e esposa.

Parecermos-nos com a série A Grande Família, pode até chegar perto, com todas as suas conturbações, histórias cômicas e trágicas, da gargalhada ao drama, porém há também a beleza da união tão grande que chega a causar inveja em muita gente.

E quando a discussão ou temperamento alterado é inevitável, e a consequência do sofrimento e mágoa permeiam, é fácil e instantâneo lembrar que será passageiro; que momentos felizes, conversas compreensivas e o amor é que irão persistir. Pois é como cita o grande poeta Carlos Drummond de Andrade: “Mas as coisas findas muito mais que lindas, essas ficarão”.

Pois é, e ainda não sei como a jornalista Fátima Bernardes ainda não noticiou sobre a melhor mãe do mundo, e para nós sobre a melhor família que poderíamos ter. =p

Em homenagem ao dia das mães.

...

Por Tábatha.

Sobre tudo.

Mudanças são bem vindas. Não se sabe é o que fazer quando elas te tiram do eixo de algo bom e mudam alguns aspectos da nossa vida. No meu caso é fácil, eu me adapto rapidamente. Não deixo de lado o que era realmente verdadeiro antes da mudança, porém não sou resistente a também ter o novo como parte da rotina.

Já fui muito mais hiperativa. Gosto de ter várias coisas pra fazer e me desespero ao não ter para onde sair. Hoje me acalmo mais diante do ‘’nada’’ e me sinto a vontade somente vendo um filme. Amo filmes e livros, e cada vez mais tento aumentar a minha cultura em relação a todos os tipos de assuntos. Admiro a diversidade e também a opinião que se tira dela para saber julgar se realmente algo é bom ou ruim, e não julgar sem conhecer a fundo; é, começo a perceber agora. Além disso, sei também admitir quando não entendo ou sei algo, mas não me recuso a aprender sempre mais.

Acredito em coincidências, mas nem por isso me torno escrava delas acreditando que tudo tem um significado, não, isso seria destino, e tenho visto que é mais fácil lidar com o presente do que pensar que o futuro é que nos livrará dessa tarefa.

É claro que quando se trata de paixão as maneiras de acreditar se transformam em mil, uma forma é esperançosa, outra cética, outra sonhadora, neurada,e por ai vai... porém pra cada uma a gente encontra a certa, porque aprende a enxergar melhor as pessoas, mesmo que diversas vezes quebre a cara, sempre sabe que aprendeu um pouco mais sobre novas maneiras..

Não espero o pra sempre,a não ser da mão estendida dos meus pais e irmãs,mas tenho fé na intenção do outro, que é a única garantia que se pode ter e perceber de alguém.Fidelidade é escolha, não deve ser obrigação, então cabe a cada um decidir.

Vinte anos de idade e ainda um mundo para conhecer e experiências demais pra vivenciar...dá um frio na barriga!Mas coragem há de sobra, vontade também. E medo pra quê?Tantos amigos, que já sei e conto nos dedos os que posso contar, e agradeço todos os dias por tê-los. E a família então?Nossa,nem caabe no peito tanto amor, tanta vontade de apertar e nunca mais soltar ou imaginar um dia deixar um deles partir. É, sou sensível também =p.

Gosto de boas intenções... e não me acho a boazinha porque também sou humana, estouro, estresso, aliás, faço isso calada, e quando não dá, nem queira ver. Me apaixono intensamente, e só soube o que era isso uma única vez, porque me empolgo muito fácil, mas desempolgo também, e nem sempre a culpa é minha.

Escrevo porque desabafa, e porque depois ou você ri ou volta para refletir do mesmo assunto ou vontade que te fez escrever aquilo um dia. E por ai vai... Então começo minhas divagações... e pensamentos... Imediatos!

Por Tábatha.