Tudo começou com a concepção. Logo depois a parte mágica da vida em que o Universo lhe entrega aos braços de um ser que já te amava antes mesmo de você estar ali. Alguém que naquele momento, em que você só quer saber das percepções estranhas desse novo mundo, te olha encantada, abobada, se esquecendo até mesmo da dor que a trouxe até aquele lugar.
Depois do costume de estar naqueles braços, você já reconhece aquele rosto, colo, cheiro e voz dessa grande mulher, e começa a amá-la, e assim como ela prometeu ao te ver protegê-la para sempre, você também sente que jamais a abandonará.
Com o tempo vem os primeiros passos e você já é guiada por aquele sorriso que te incentiva a ficar ali de pé e que irá segurar o peso que for para não vê-la cair. E aquela mesma voz te leva a novas tentativas, à calma e sensatez. No momento do joelho machucado depois do passeio de patins, na fúria aborrecente de ser dono do mundo, ainda é aquela voz e uma santa paciência que te seguem. Então você cresce com o inconsciente repleto do que escutou, tendo a oportunidade de provar que a voz rouca e cansada de um dia agitado valeu a pena.
E parece que tudo recomeça... um ciclo... uma inversão... Porque chega a sua vez de dar o feedback... a alegria que compensa as lágrimas já derramadas, o sucesso que compensa os gastos, o carinho que supre as noites mal dormidas, e o reconhecimento verbal de tudo isso e muito mais. E ainda que o retorno (não pedido) nunca pareça (nem parecerá) suficiente, a gente tenta alcançá-lo, e segue o modelo dessa mulher inspiradora que é mãe, professora, irmã, amiga, guerreira e anjo da guarda, que representa muito além da palavra mãe no seu sentido mais amplo,ela evoca o significado de santidade para se fazer eterna...
Por Tábatha.


